Falta de energia agrava crise em hospitais e mortos chegam a 21

O número de mortes em hospitais pelo blecaute que atinge a Venezuela desde a quinta-feira subiu ontem para 21

O número de mortes em hospitais pelo blecaute que atinge a Venezuela desde a quinta-feira subiu ontem para 21, de acordo com a ONG Médicos pela Saúde, que há cinco anos registra as deficiências dos 40 maiores hospitais do país. De acordo com a ONG, apenas no Hospital Manuel Núñez Tovar de Maturín, no Estado de Monagas, no leste da Venezuela, 15 pessoas morreram em razão de falhas no fornecimento de energia.

Em Caracas, quatro recém-nascidos não resistiram ao apagão e também faleceram. Em Maracaibo, no Estado de Zulia, um bebê também morreu em decorrência da falta de luz. Em Maracay, no Estado de Aragua, região central da Venezuela, a vítima foi um adulto. Os hospitais da Venezuela já estavam em crise em razão da falta de insumos e de falhas de equipamentos. Nos últimos dias, a situação foi agravada pelo apagão.

Agora, eles dependem de geradores para o funcionamento de áreas como terapia e emergência. Médicos consultados disseram que, embora existam instalações, algumas não funcionaram e outras tiveram falhas técnicas ou faltou combustível. O governo chavista negou o agravamento da crise no sistema de saúde. “O plano de contingência funcionou, se surgiu alguma falha foi corrigida, e os pacientes que o pediram foram transferidos”, disse o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, acrescentando que o governo garantiu combustível e água.

O médico Julio Castro, porta-voz da organização, contestou a versão oficial do governo chavista. “Nós conhecemos os hospitais. Quando divulgamos esses relatórios é porque nossos médicos e nossas enfermeiras tiveram contato com a história, com as certidões de óbito e sabem o que ocorreu. Pode haver mais (mortos) nos hospitais. É possível”, disse Castro. Segundo ele, a ONG esteve em um dos hospitais de Caracas, que atende crianças, mas seus médicos foram barrados por policiais. Mães que estavam dentro do hospital gritavam que não tinham comida e pediam aos agentes que permitissem a entrada dos médicos, mas sem sucesso. (Com agências internacionais) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: CGN com Estadão Conteúdo

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